CLIPES MENTAIS

Hoje é dia de me expor, rs! O post de hoje é sobre uma coisa que eu adoro fazer, e acho ESPERO não ser a única a fazer. Vou explicar. Você, caro leitor, tente se colocar na seguinte situação:

Você está ouvindo música, pode ser com fones ou sem. Aquela música mexe com seu interior, e na sua mente, você para  e começa a imaginar uma história que se encaixe com aquelas batidas. Você fecha os olhos e imagens mentais de uma história que durará cerca de 3 ou 4 minutos se inicia, sendo que você define o destino de tudo. O desenrolar da história é perfeito e combina com as nuances da música de fundo. O fim chega, e você termina como quer sua história. A música para e/ou passa para a música seguinte. Você abre os olhos e sente um prazer estranho.

Se você se identificou, ótimo (ufa, eu sou normal!). É bem isso o que acontece, não é? Eu adoro ouvir uma música e passar por esta experiência, principalmente em momentos de ansiedade. Caso você nunca tenha passado por isso, tente, eu indico.

Voltando ao meu intuito principal, vou dividir com vocês uma das músicas que fazem eu me sentir dessa forma e o que se passa pela minha cabeça. Começando pela trilha sonora da minha história, ela é da banda britânica Muse, e se chama Resistance, que possui sim um clipe, mas me remete à outra história. Clique aqui e confira o clipe original.

Para quem quiser acompanhar meus delírios, clique aqui para ouvir  a versão com apenas áudio. E agora, confira a minha versão de Muse – Resistance:

Uma foto de um casal feliz é exposta num museu. A câmera vai dando zoom nela até que somos transportados para um outro lugar. O foco da câmera fica no chão, onde uma mão cai na lama e deixa a foto escapar. A câmera vai subindo e mostra o mesmo casal da foto assassinado no chão. Ele, com um tiro no peito, e ela, com um tiro na testa. Ambos estão molhados pois chove. Antes do piano começar a tocar na canção, a moça, em seu último suspiro, pisca, e neste piscar, a câmera parece nos levar à um flashback que ela tem. O piano começa e logo vemos ela um pouco mais nova, parada na frente de uma casa de tijolos bem simples, olhando o movimento da rua, enquanto o rapaz passa de bicicleta e sorri para ela, ela retribui e fica corada, fechando a porta em seguida, escorando em seu verso, suspirando. A seguir, vemos uma espécie de festa de aniversário na rua, à noite, sob a lua cheia, onde todos riem em volta de uma fogueira. Ele pega na mão dela, e os dois vão para um campo próximo. Ambos se sentam sob uma árvore e parecem conversar, quando ele a beija.  A seguir, vemos ele em casa, saindo do quarto e se deparando com a família assistindo o jornal, onde Hitler é mostrado, e a manchete sugere que agora ele é o novo Chanceler. Ele sai e encontra com ela, os dois vão passear. O tempo parece avançar em alguns meses, e pelas ruas, é possível ver símbolos nazistas. Conforme os dois caminham juntos, as pessoas começam a encará-los. Ele a deixa na porta de casa, e há um homem judeu vestido tradicionalmente como tal esperando por ela, provavelmente, o pai da garota. Quando o verso “It could be wrong, could be wrong” começa, a mãe dele vem gritando e puxa o garoto dali, olhando com feição de nojo para os vizinhos judeus. A seguir, a casa da garota é destruída, mas a família dela foge com a ajuda do rapaz. Os judeus parecem determinados a fugir, o pai corta o cabelo e muda suas roupas, todos partem, mas a garota no último instante fica (bem na hora do primeiro refrão). O rapaz, usando um uniforme da juventude hitlerista encontra um lugar para ela se esconder. Eles se beijam e ele parte, deixando-a sozinha num pequeno cômodo subterrâneo embaixo de uma fábrica aparentemente abandonada. Alguns outros meses parecem se passar, ele está mais alto e mais forte, e leva um pacote de comida para sua amada no esconderijo, mas chega lá e a encontra aos prantos. Ele tenta consolá-la. Eles parecem discutir, e ela parece pedir para fugir, pois não aguenta mais a vida de prisioneira, escondida. Ela parece gritar com ele, e ele fica meio sem ação, mas depois começa a meio que responder à altura, durante novamente, o verso “It could be wrong, could be wrong”. Até que, ele a segura e diz algo olhando nos olhos dela. Ela o repele, se afasta, diz algo, vira para ele novamente. E o refrão começa, enquanto os dois trocam beijos fortes e apaixonados, e ele a levanta, colocando-a sob uma mesa, e a coisa esquenta, quando os dois se deitam no chão, tirando suas roupas. Cenas quentes seguem até o final do refrão. A seguir, vemos os dois com uma mala, fugindo na calada da noite, com roupas diferentes do habitual, parecendo estrangeiros, enquanto ouvimos: “We must run”. E o casal corre. A cena muda, e eles parecem estar na fronteira da Alemanha com outro país, há soldados nazistas por toda a parte, e o rapaz toma a frente para conseguir passar, mas os dois são detidos, e separados, mas ela escapa, e ele se solta, os dois pegam um na mão do outro e correm, ela, pega a foto da mão de um soldado, que revirava a mala, e eles tentam ultrapassar a fronteira em vão. Os soldados os encurralam, e atiram nele (quando se ouve um barulho semelhante a um tiro), que cai na lama. Ela grita, e toma um tiro, também caindo no chão (quando outro barulho semelhante a um tiro é ouvido). A câmera captura a cena dos corpos de cima, e aos poucos vai dando zoom na foto na lama, molhada por causa da chuva, voltando novamente ao museu onde ela está exposta  atualmente.

Confesso que foi um pouco difícil escrever tudo, acho que faltaram alguns detalhes, mas é basicamente isso o que eu imagino com essa música. Para quem quiser, clique aqui e leia a letra, que tem tudo a ver com a minha história. Deixem sugestões, suas impressões, etc, se quiserem. Exercitem esta prática que é muito boa para estimular a criatividade e combater a ansiedade!

Por Gabriela Morilia
@gmorilia

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